INTRODUÇÃO: A morte atravessa o cotidiano do trabalho de profissionais de saúde, sendo necessário cuidados direcionados à sua saúde mental, estando em potencial estresse diante do cenário de pandemia por COVID-19, com sintomas e/ou transtornos de ansiedade e/ou depressão devido os longos turnos de trabalho e a sensação de incerteza e medo diante das mortes experienciadas, sendo necessário medidas como a escuta qualificada e o aconselhamento psicológico. OBJETIVO: Analisar o medo da morte em enfermeiros, fisioterapeutas e médicos que atuaram no cenário de pandemia por COVID-19. MÉTODO: Estudo de abordagem quantitativa, de delineamento transversal e analítica, se caracteriza como um estudo websurvey, realizado com 378 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e fisioterapeutas) da cidade de Teresina - PI, no período de junho a setembro de 2022, cujos dados foram coletados por meio de um questionário e da escala de Medo da Morte de Collett-Lester adaptada transculturalmente à realidade brasileira. A pesquisa obteve a aprovação pelo CEP da UFPI com o parecer de nº 5.148.470. Os dados foram processados no software IBM® SPSS®, versão 26.0. No qual foram realizadas estatísticas descritivas e inferenciais (teste t, ANOVA e correlação de Pearson), conforme a tipologia das variáveis. RESULTADOS: A amostra foi composta por 37,8% de médicos, 34,7% de enfermeiros e 27,5% de fisioterapeutas. Sendo que 30,4% apresentam idades entre 37 e 42 anos, e em sua maioria são profissionais do sexo feminino. Observou-se que predominou pessoas cristãs, que residem com companheiro e que possuem filho. O tempo médio de formação foi de 12 anos, destes, 175 possuem alguma pós-graduação (especialização, mestrado e/ou doutorado), e atuam em sua grande maioria na internação. 65,1% dos profissionais afirmaram ter atuado na linha de frente contra COVID-19, e o tempo médio foi de 20 meses. Com os dados obtidos com o uso da escala, foi observado que os profissionais referiram o medo da morte, seja de si mesmo ou do outro. Foi verificado que de modo geral a amostra apresenta um maior medo quanto a subescala “O seu morrer”, que obteve diferença estatisticamente significativa, e de modo que o medo da morte foi mais elevado entre os enfermeiros. CONCLUSÃO: O processo de finitude permanece amedrontando os profissionais da saúde. Mostram-se necessárias mais pesquisas que visem avaliar o aspecto psicológico, e que contemple outras áreas da saúde, não devendo os resultados mostrados aqui serem generalizados para outra população nem cultura.