Introdução: O vírus da hepatite tipo B (HBV) pode ocorrer por transmissão vertical, relações sexuais desprotegidas, procedimentos invasivos, compartilhamento de seringas, mais raramente por transfusão de sangue, além de outras formas como acidentes com materiais perfurocortantes, o que torna os profissionais de saúde vulneráveis devido ao maior risco de exposição a fluídos contendo vírus da Hepatite B. Objetivo: Avaliar o conhecimento e a completude vacinal contra hepatite B em profissionais de saúde da atenção primária. Método: Realizou-se um estudo transversal com profissionais de saúde da atenção primária, no município de Teresina, no Estado do Piauí no período de setembro de Agosto a setembro de 2020. A coleta de dados foi desenvolvida utilizando as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’S) através da pesquisa de levantamento com survey seguindo as etapas: levantamento e formação de banco de contatos com whatasapp, e- mail, aplicação de um formulário estruturado, e nova tentativa para obtenção de retorno do formulário de pesquisa. Foi realizada a análise de frequência estatística descritiva e utilizado os testes de qui-quadrado e Wilcoxon. Essa pesquisa atendeu todos os preceitos éticos da resolução 466/12. Resultados: Foram enviados questionários para 150 profissionais, obteve-se retorno de 42 questionários, com predomínio de pessoas do sexo feminino (86,8%), 52,2% tinham entre 26 e 55 anos, a maioria solteira (73,2%), 20 (50%) relatou terem especializaçao completa. 22 (55%) informam que não participam por motivos não justificado, 23 (57, 5%) referiram uso de alcool por pelo menos uma vez na semana 15 (37,5), com frequência de três a cinco vezes na semana, há pelo menos 20 anos 1 (2,5 %). Com relação à notificação do acidente 8 (20, 0%) informou que não notificou o acidente no ano de 2019, 8(20, 0%) que usava Equipamento de Proteção Indivivual (EPI), sendo eles luvas de procedimento, gorro, avental, máscara cirúrgica e protetor facial. Conclusão: Este estudo mostrou elevada prevalência da cobertura vacinal contra hepatite B em profissionais de saúde da atenção primária e conhecimento inadequado sobre hepatite B. Além disso, estes têm praticas de risco no que tange a acidentes com materiais perfuro cortantes, onde não se têm adesão de notificação quanto sofrem algum tipo de acidente.